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O Espírito Santo resiste à inadimplência recorde que atinge o Brasil em 2025
Linhares, ES – O Brasil encerrou o ano de 2025 enfrentando patamares alarmantes de endividamento. Enquanto a média nacional de crescimento no número de devedores disparou 10,17%, o Espírito Santo conseguiu manter o indicador em 4,64% no acumulado de 12 meses. Os dados, divulgados pelo SPC Brasil, revelam que a inadimplência no estado capixaba cresce menos da metade da média do país e também abaixo da região Sudeste, que registrou alta de 8,22%.
No recorte mensal, o estado foi na contramão da tendência regional: o número de devedores caiu -0,13% entre novembro e dezembro, enquanto a região Sudeste viu o índice subir 1,06%.
O relatório aponta que o setor bancário detém a maior fatia das dívidas, com 67,17% de participação. O Comércio, por sua vez, aparece com uma fatia de 7,88%, situando-se abaixo do setor de “Água e Luz” (9,64%).
Perfil do Endividamento e Tempo de Atraso
O devedor médio no Espírito Santo possui as seguintes características:
- Microendividamento: Cerca de 40,60% dos inadimplentes possuem dívidas totais de até R$ 1.000.
- Tempo de Atraso: O tempo médio de inadimplência é de 29,6 meses.
- Persistência: A maior parcela dos devedores (36,87%) está com contas em atraso há um período de 1 a 3 anos.
- Faixa Etária: A população entre 30 e 39 anos é a mais afetada, representando 24,55% do total.
Análise CDL: Eficiência Local e Desafios
Para o presidente da CDL Linhares, Elger Domingos Uliana, os índices reforçam o protagonismo econômico do estado, mas acendem um alerta sobre a duração das dívidas.
“Os números mostram que o Espírito Santo está em um patamar de saúde financeira superior ao do Brasil e da região Sudeste. Ter um crescimento de inadimplência de 4,64%, que é menos da metade da média nacional de 10,17%, é prova da sobriedade do nosso mercado e do consumidor capixaba.
O que chama a atenção no varejo é que grande parte das dívidas é de baixo valor: mais de 27% não passam de R$ 500 e, quando analisamos o grupo de dívidas de até R$ 1.000, o índice chega a 40,60%. São valores típicos de credários e compras do dia a dia, como vestuário e pequenos eletrodomésticos, o que mostra um caminho claro para recuperarmos esse crédito através de renegociações facilitadas.
Contudo, o setor varejista deve agir estrategicamente sobre o tempo de atraso. Embora o comércio responda por apenas 7,88% das dívidas totais, o tempo médio de atraso de quase 30 meses sugere que precisamos intensificar as campanhas de renegociação. Como muitos devedores devem valores abaixo de mil reais, há uma oportunidade clara de recuperar esse crédito e reinserir esses consumidores no mercado local.”, conclui.
Para conferir todos os detalhes e indicadores completos da inadimplência no estado, acesse a íntegra da pesquisa clicando aqui:
Circular nº 01 _ 2026 (1)


